Documentário!!!

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Nesse momento de encerramento de todo o processo, nós viemos aqui agora para compartilhar um de nossos produtos finais: nosso mini-documentário! Como já dissemos foi um processo longo, demorado e trabalhoso, mas que teve suas recompensas. Em relação ao tema (vendedores ambulantes da cidade de São Paulo), buscamos focar em saber mais sobre a vida dessas pessoas, suas condições, suas dificuldades, sua relação com a prefeitura e com a população. Além de descobrir mais coisas sobre o tema, com esse documentário, pudemos nos sensibilizar mais com a situação dessas pessoas. Também nos fez perceber que todos a nossa volta têm uma história para contar.

Esperamos que gostem…

Lá estão eles…

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Como vocês devem saber, eu amo o Corinthians e quase todo jogo em Itaquera,lá estou eu. Como é muito longe, sempre uso o metrô e o trêm pra chegar lá, valendo muito a pena pela rapidez e pelos comidas. Comidas? É isso mesmo, dentro desses transportes públicos la estão eles: os vendedores ambulantes. Pipoquinha, chocolate e biscoitos são alguns dos produtos vendidos dentro dos vagões e fora destes, milho e açai também são comercializados. Aproveitando isso, acabo sempre chegando na Arena Corinthians de barriga cheia rs. Se não bastasse isso, do lado do estádio há muitos vendedores ambulantes oferecendo principalmente bebidas(muito mais baratas do que dentro do estádio).

Ai fico pensando: qual vendedor será que ganha esta concorrência; conseguindo vender muito de seus produto?

Bom, em minha opinião, dentro dos vagões a hora e o local influenciam muito no sucesso da venda. Entrar em estações que fazem baldiações, por exemplo, é uma ótima estratégia. Além disso, por volta das 6 ou 7 horas da tarde é um bom horário, já que as pessoas começariam a sentir fome dentro dos vagões e que coincide com a hora do rush.

Por outro lado, do lado da Arena Corinthians, quem tem sucesso são os que fazem as melhores propagandas sonoras. Quem conseguir chamar mais atenção ao consumidor, vende. Assim, gritos de ofertas, promoções, piadas, trocadilhos e o bom humor são muitas vezes usadas por estes para garantir o seu dinheiro.

Para concluir é evidente observar o quanto os vendedores ambulantes estão presentes no nosso dia dia conseguindo facilitar nossas vidas!

Foto de vendedores e torcedores do coringão em frente a Itaquera
Mateus

Avaliação do projeto e sugestões

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Como estamos em um momento de fechamento do projeto, nosso grupo passou a refletir sobre o processo como um todo para avaliá-lo e para dar algumas sugestões para os projetos futuros.

Primeiramente, gostaríamos de dizer que a “viagem” do estudo do meio para São Paulo foi muito legal. Por mais que tenha sido para a cidade em que vivemos, ela nos proporcionou uma série de experiências novas. Superou até um pouco nossas expectativas.Conhecemos lugares que não conhecíamos e andamos por regiões de São Paulo pelas quais nunca tínhamos passado. Além desses lugares novos, também passamos por situações novas, como as oficinas de break, parkour e sticker. Achamos a viagem uma das melhores partes do processo. Foi bem divertida e totalmente diferente de qualquer outro Estudo do Meio. Entrar em contato com ocupações, centros culturais e várias outras coisas são coisas que realmente são únicas e sem a Móbile muito provavelmente nós nunca faríamos! Chega a ser impressionante como conhecer melhor sua cidade pode mudar quem você é e sua visão sobre o mundo. Muitos falam mas não custa repetir: com o Estudo do Meio, percebemos que eramos meros turistas em nossa própria cidade (!!!) e que ela é muito, mas muito mais que só prédios, congestionamentos e pessoas mal-humoradas que não sabem e não ligam pra sua existência. Saber que a cidade tem várias coisas pra serem conhecidas e pra serem usufruídas é muito reconfortante e legal de se pensar.

Em relação ao blog, pensamos que ele foi um instrumento importante para que pudéssemos pensar melhor sobre nosso tema e relatar nossas etapas no processo de elaboração do documentário. Porém, ele gastou uma boa parte do nosso tempo. Gastávamos muito tempo para manter o blog atualizado e sempre demorávamos fazendo os posts, isso tudo em meio a um ano em que temos que estudar muito. Além disso, alguns posts acabaram sendo meio redundantes, tínhamos que repetir informações que já tínhamos dado em outros posts (mas isso explicaremos melhor nas sugestões). Por fim, algo que nos ajudou bastante a melhorar nosso blog foram os comentários de outros alunos em nosso blog. E comentar o blog dos outros também nos ajudou a pensar melhor sobre o nosso próprio.

Outra coisa que gostaríamos de destacar é que o vídeo-argumento nos ajudou bastante. Foi um ótimo momento para que pudéssemos pensar mais sobre o tema, organizar melhor o trabalho e definir um pouco melhor como seria nosso documentário. Pensamos que isso deveria ser mantido nos próximos anos do projeto.

E em relação ao documentário, achamos que foi um processo que, apesar de trabalhoso, foi bem legal. Ele nos fez refletir sobre nosso tema e entrar em contato de verdade com ele. Aprendemos coisas nesse processo que, mesmo pesquisando não sabíamos. Foi muito interessante o fato de ser um trabalho imprevisível. Não tínhamos como planejar exatamente as entrevistas. Podíamos planejar apenas algumas perguntas para serem feitas, mas não tínhamos como imaginar o que os entrevistados responderiam e como seria a entrevista. Algumas vezes pensávamos em uma pergunta imaginando que o entrevistado responderia uma coisa e ele por um caminho diferente. Por exemplo, algumas vezes perguntávamos uma coisa e a pessoa já saía contando toda sua história de vida, sem medo, se envolvendo mesmo com a entrevista. Fazendo o documentário, acabamos conversando com diversas pessoas com as quais nunca falaríamos se não fosse pelo projeto. Pudemos descobrir mais sobre a vida dessas pessoas, suas histórias, dificuldades, etc. Conseguimos nos sensibilizar mais com essas pessoas. Percebemos também que todos a nossa volta têm uma história para contar e chega a ser um pouco angustiante não poder entrar em contato com cada um desse relatos. Passamos a ver os pedestres não mais como  pessoas invisíveis e indiferentes, mas sim como alguém com uma história por trás, quase que esperando você para que ela possa ser contada.

Enfim, o projeto teve seus lados bons e ruins. Pensando nisso, selecionamos algumas sugestões que temos para dar com o intuito de melhorar o projeto:

  • Posts menos repetitivos. – Alguns posts que fizemos eram um pouco repetitivos, tínhamos que repetir informações que já tínhamos passado em outros. Isso ocorreu por exemplo nos posts do que mais nos marcou e do que fizemos ao longo do estudo do meio. Para falar o que mais nos marcou já tínhamos contado o que tínhamos feito. Contudo, tivemos de repetir no post contando nosso roteiro da viagem. Nosso grupo acredita que alguns posts possam ser suprimidos ano que vem para evitar que coisas do tipo ocorram.
  • Melhor orientação de como serão avaliados os blogs no primeiro bimestre – Nosso grupo, assim como vários outros, acabaram não indo tão bem no blog no 1º bimestre porque não sabíamos muito bem como nosso blog seria avaliado. Acho que melhoraria se os professores e coordenadores do projeto dessem as rubricas ou pelo menos falassem um pouco sobre o que eles esperam encontrar em nossos blogs e o que será levado em consideração. Além de poder eventualmente melhorar a nota de muitos blogs nesse período, ajudaria muito a organizar o projeto e facilitaria muito o trabalho como um todo. O empurrão para que haja de fato um envolvimento no projeto, o qual no nosso grupo veio com o Estudo do Meio, já viria desde o começo do ano.
  • Continuar com as visitas para as ocupações – Sabemos da dificuldade de marcar essas visitas. Mas é impressionante como conhecer de dentro essa ocupações, como elas realmente são, é indescritível. É impressionante como a visão dos alunos sobre as pessoas que lá vivem muda pra melhor. A organização deles é extremamente boa e os relatos dos ocupantes são comoventes e belos, cheios de histórias de superação e luta. Se possível, manter essas visitas seria muito legal para o Estudo do Meio do ano que vem.

Fórum dos Ambulantes

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Galera, na entrevista com  a organização Gaspar Garcia descobrimos que existe o Fórum dos Ambulantes. Segundo a definição no site da mesma organização, “o Fórum é um espaço que reúne representantes dos ambulantes de várias regiões da cidade e que é apoiado pelo Centro Gaspar Garcia. As reuniões costumam ocorrer quinzenalmente, sempre nas segundas-feiras.”. Achei que seria legal se meu grupo trouxesse algumas pautas discutidas nessas reuniões.

Bom, uma coisa que particularmente me chamou atenção nas nossas entrevistas foi as reclamações que muitos vendedores ambulantes tinham em relação ao prefeito Fernando Haddad.O político prometeu em sua campanha melhorar as condições dos ambulantes, com medidas como a desburocratização da gestão do comércio ambulante e criação de um Conselho Municipal do Comércio Ambulante,com o intuito de negociar a regulamentação das atividades desses comerciantes. No entanto, muitos dos ambulantes entrevistados disseram estarem decepcionados com as medidas tomadas até então por ele. No nosso mini-documentário, por exemplo, a ambulante Vilma se diz decepcionada com o prefeito já que ela conseguiu vários votos pra ele mas a situação dela continuou igual, já que nenhuma das medidas prometidas foram postas em prática.

Tendo isso em vista, resolvi compartilhar um manifesto feito durante o Fórum realizado em maio desse ano. Nele, é expresso justamente essa insatisfação com o governante da maior metrópole do Brasil. O manifesto ressalta que o prefeito nada fez para cessar as diárias humilhações e violências que os ambulantes, homens e mulheres, sofrem em São Paulo e destaca que ele não reviu as licenças que foram ilegalmente cassadas ou revogadas, assim como não criou uma Política Pública que contemple os ambulantes que necessitam de um novo recadastramento.

O texto ainda chama atenção para a Lei 11.039/91, a qual determina que deve haver as chamadas CPA’s (Comissões permanentes dos Ambulantes), que seriam  espaços de diálogo entre ambulantes e o poder público. No entanto, segundo o manifesto, essa comissões se encontram atualmente inativadas.

Por fim, o Fórum termina por um pedido: “que Haddad pare de tratar nossa categoria com truculência e descaso” (o artigo ainda fala da dificuldade que foi para a Gaspar Garcia e os ambulantes conseguirem dialogar com representantes da prefeitura para embasar justamente esse argumento de que há sim descaso por parte da prefeitura).

O que mais chamou atenção após a leitura desse manifesto foi como o que os vendedores falaram do descaso da prefeitura com a situação dos ambulantes se concretiza na prática. Vale ressaltar também que esse fato não é visto apenas nessa gestão, mas sim em todas as outras. Os governantes demonstram como que uma recusa de ver o comércio informal como algo digno e benéfico para a cidade, e iniciativas como esse Fórum ajuda a mudar essa visão.

Fórum dos Ambulantes em maio de 2015, na sessão em que o manifesto foi feito.

Para mais informações sobre as pautas discutidas nesse Fórum, visite o site da Gaspar Garcia.

http://www.gaspargarcia.org.br/

Leonardo Lopes

Você sabia que…

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O comércio informal dos vendedores ambulantes em São Paulo começou a ser regulamentado em 1991 com a Lei Municipal 11.039/1991. Criada pela prefeita Luiza Erudina, essa lei foi bastante discutida e modificada por prefeitos posteriores a ela como por exemplo o José Serra e o Gilberto Kassab. As gestões desses dois foram marcadas pela forte perseguição dos vendedores ambulantes(até mesmo os que tinham licenças para trabalhar). Essa forte repressão fez com que se surgisse uma organização desses trabalhadores. Em 2011, os ambulantes conseguiram se reunir e formaram o Fórum dos(as) Trabalhadores(as) Ambulantes da Cidade de São Paulo. Essas reuniões conseguiram juntar as dificuldades individuais destes para essas ações coletivas; reforçando a luta pelo direito ao trabalho. Um exemplo que ilustra isso foi a pressão que o Fórum fez sobre a prefeitura de devolver as licenças dos ambulantes que foram proibidas nessa época.

Assim, através dessas reuniões, as manifestações dos trabalhadores informais ficaram mais organizadas e fortes, já que a luta é, agora, para um coletivo.

*Informações retiradas do livrinho que recebemos na Gaspar Garcia( Ambulantes e Direito à cidade – trajetórias de vida, organização e políticas públicas)

Mateus Guerrero

O que teríamos feito diferente

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Agora que terminamos o projeto, nosso grupo se reuniu para refletir sobre o que poderíamos ter feito de diferente em nosso processo de trabalho. Chegamos a conclusão de que alguns aspectos de nosso processo de trabalho poderiam ser melhorados.

Primeiramente, podemos citar nossa comunicação ao escrever posts coletivos. Sempre que íamos escrever esses posts tínhamos algum problema relacionado ao Skype. É sério, sempre demorávamos mais para conseguir que todos estivessem conectados do que para escrever o post. Uma solução possível seria uma melhor organização para que pudéssemos nos encontrar pessoalmente para fazer esse trabalho.

Relacionado ao documentário, como o Mateus já disse no post “Desabafo e Solução“, concluímos que tínhamos um material bom para o vídeo. Tínhamos entrevistas interessantes e comoventes, mas não conseguimos agrupá-las da melhor maneira possível no documentário. Deveríamos ter apelado mais para o lado emocional e artístico do vídeo. Achamos que deveríamos ter feito uma seleção melhor das imagens, apelando mais para o aspecto artístico, evitando uma maior sequência de entrevistas.

Além disso, deveríamos ter feito uma relação mais evidente entre nosso tema e a cidade de São Paulo. Ficamos muito preocupados em saber mais sobre a vida dos vendedores ambulantes e suas dificuldades e acabamos não relacionando tanto nosso tema com a cidade. Deveríamos ter buscado um maior equilíbrio entre esses dois aspectos, mostrando tanto as condições de vida dessas pessoas quanto a relação do tema com a cidade.

Quanto a organização do grupo, apesar de termos marcado algumas entrevistas com antecedência, pensamos que poderíamos ter nos organizado melhor em relação à divisão de trabalho e à edição do documentário. Por exemplo, não tínhamos tanta noção de como editar o vídeo. Ninguém do grupo sabia muito bem como fazer. Se tivéssemos percebido essa dificuldade antes, poderíamos ter buscado saber mais sobre a edição, o que poderia tornar o documentário ainda melhor. Além disso, não tínhamos  delimitado tão bem as funções de cada integrante, o que tornou mais confusa a divisão de trabalho. Essa melhor definição de funções poderia ter tornado o processo mais efetivo e bem organizado.

Essas mudanças poderiam ter tornado o processo como um todo melhor estruturado.

Desabafo e Solução

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Como já sabemos, o nosso documentário sobre os vendedores ambulantes foi finalizado e fiquei um pouco insatisfeito com o resultado do produto final. Apesar do processo ter me ensinado bastante sobre o assunto e a cidade, penso que o nosso grande problema foi a falta de criatividade na hora de fazer o filme. Tinhamos um conteúdo de muita qualidade, mas organizamos de um jeito ruim e o nosso documentário acabou ficando apenas algumas sequências de entrevistas, sem apelos emocionais(por exemplo). Além dessa critica, nós tinhamos mais informações para colocar no trabalho e que por causa do tempo limite, fomos impossibilitados de colocar no documentário. Mesmo assim, para transmitir os conhecimentos adquiridos que as pessoas não viram, vou publicar aqui algumas dessas curiosidades e informações nessas semanas.

Para começar, quando fizemos a nossa entrevista na Gaspar Garcia, recebemos um livro fenomenal chamada: Ambulantes e Direito à cidade- trajetórias de vida, organização e políticas públicas. O livro mostra o caminho dos vendedores ambulantes com lutas coletivas, em busca dos seus direitos humanos e a sua inclusão no comércio de rua. Achei muito interessante que ao mesmo tempo que tratam os vendedores como um geral, também contam experiências de vida de seis trabalhadores ambulantes específicos (Bernardo do Nascimento, Geni Vicente da Silva, Zenilio Ramo, Juraci Sampaio, Fransisco Ferreira, e George Washington) aproximando muito o leitor das histórias de vidas.

Na história de Geni, esta diz que as suas conquistas foram alcançadas através do comércio informal : conseguiu sustentar os seus filhos e comprar um lugar pra morar. Trabalhando de domingo a domingo e acordando de madrugada, ela conseguiu construir a sua vida ignorando humilhações e preconceitos de pessoas. Nessa história vemos novamente o quanto esse trabalho é ao mesmo tempo marginalizado por uns, mas muito importante para outros…

Para concluir, tive a oportunidade de entrar em contato com um livro muito bacana que apoia esse grupo vulnerável na cidade de SP.

Volto logo com mais informações, até!

Mateus Guerrero